sexta-feira, 31 de julho de 2009

31/07


Ela não se vestia sempre assim, com a bunda quase à mostra. Mas a ocasião pedia. Ou melhor, EXIGIA. Ir a uma casa desconhecida, encarar um homem e objetos desconhecidos, era no mínimo, excitante. Aquilo era novo, e ela, inexperiente, apesar de jurar que não. Dor e medo se fundiam. A casa? Não a notou. Ele deixara a passagem livre com tudo meticulosamente programado.

Ao entrar, notava-se que uma música invadia o ambiente, mas os olhos centrados do homem não permitiram que fosse ouvida. Estava sentado, com os olhos fixos em algum livro; e depois nela. E na roupa. E nas coxas exibindo-se por debaixo da saia. Nada foi dito. Depois de tantas conversas sobre tantos assuntos, a última coisa que eles queriam era conversar. Incrivelmente, ela sabia o que fazer, talvez até por instinto. Sentou em seu colo, e quando estava pronto o bastante, ela desatou o que fosse preciso.

Largou o cigarro, como prometido.

Mordeu tudo o que podia, como prometido.

Lambeu com dedicação, como prometido.

Tinha que mostrar toda habilidade com a boca, como prometido.

Da base ao ápice em repetidos e sincronizados movimentos: sugou, chupou, engoliu. Ia embora, quando ele a repreendeu. – hey, nunca te disseram que é feio deixar as coisas pela metade? Ela recuou, quase sem querer. Mas algo pedia. Seu corpo pedia. Os mamilos rijos pediam. Sucessão de fatos. Enquanto ela cavalgava, ele a olhava com o cinismo de sempre. Depois os olhares se dispersaram. Um ciclo quase que similar foi gerado, e permaneceram horas ali. E ele possuía todas as qualidades que ela poderia supor. E também todos os defeitos que ela poderia suportar. Não houve despedida.

Por que ser tão obediente? Não se pensa nisso enquanto goza.

5 comentários:

Gabriel disse...

Oo

Fred Matos disse...

É, não se pensa em nada mesmo.
Bom texto, Alice.
Ótimo fim de semana.
Beijos

Anonimo disse...

Assim como nao existe o bem sem o mal, nao existe qualidade sem defeito.

Gabriel disse...

sinceramente, depois de pensar um pouco cheguei à conclusão de que não gostei muito do seu texto porque está muito carregado, muito pesado, não tem aquela elegância que você geralmente tem na hora de escrever sobre um assunto assim, você carregou demais e falou um pouquinho de mesmo. Mas isso é só a minha opinião..
^^

Bia Kohle disse...

Você me lembra minha melhor amiga.
E eu gosto disso.

Beijos.